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Por que ensinar educação financeira para as crianças?

Atualizado: 16 de set. de 2024

A relação com o dinheiro está presente no nosso dia-a-dia e, analisando o perfil atual do adulto brasileiro: endividado, consumista e sem saber fazer a gestão das suas finanças, percebe-se que isto é resultado da falta de conhecimento sobre educação financeira. 

Uma criança que aprende o valor do dinheiro desde cedo, com a conquista dos seus desejos, se torna um adulto mais consciente e que administra melhor seus recursos.


Quando começar? A criança é um terreno fértil para o aprendizado e, por isso mesmo, o processo é mais eficaz quando começa cedo.


A educação financeira pode ser iniciada quando a criança já sabe falar, conhece os números e começa a contar, nesse momento os familiares podem explicar, de forma saudável e lúdica, a contagem do dinheiro, as moedas, e iniciar o processo. 



Como apresentar o assunto educação financeira? Sugerimos que se inicie apresentando 3 cofrinhos, para materializar de forma concreta o conceito de curto, médio e longo prazo, que é um dos pilares do planejamento financeiro.


Não existe uma definição exata sobre a duração destes prazos, ainda mais considerando o público infantil. Para adultos e empresas, os economistas sugerem os seguintes: curto – de 1 a 2 anos; médio – de 3 a 9 anos; e longo – acima de 10 anos.


Já na infância, os parâmetros são outros, uma vez que os tempos têm diferentes proporções de acordo com a idade e a maturidade. Ou seja, não existe uma regra, existe a organização e a forma que cada família utiliza.


Planejar é preciso. Guardar dinheiro para quê? Qual o plano para o curto prazo? E para o médio? E o longo?

Para exemplificar o planejar, contaremos uma história fictícia.


Considere que estamos no mês de março e que João tem 5 anos e já ganha algum dinheiro dos seus responsáveis. Ao apresentar os 3 cofrinhos, os pais de João precisam pensar, junto com ele, em coisas que ele gostaria de comprar em diferentes espaços de tempo.


Nesta conversa, João indicou os seguintes desejos:

  • quer comprar balas quando for ao supermercado com a família

  • quer ganhar de dia das crianças um brinquedo mais caro que o orçamento oferecido pelos pais

  • quer ir a um parque aquático no verão


Com esta conversa, estabeleceu-se o planejamento de João:

Curto prazo: as balas no supermercado

Médio prazo: o brinquedo do dia das crianças

Longo prazo: o ingresso para o parque aquático


Quanto maior a criança, maior pode ser a duração dos prazos. É fundamental que se tenha planos, para que a criança saiba o porque está guardando e, quando for usufruir, realize o processo de contagem do dinheiro, a compra com seu próprio esforço e o sentimento de conquista.


A relação do adulto com o dinheiro. Os pais (cuidadores/responsáveis) são a primeira referência para a criança, por isso é muito comum que os pequenos copiem deles não só as falas e expressões, como também atitudes e hábitos de vida. Não seria diferente com a relação que se tem com o dinheiro, com a organização financeira.


A forma como adultos lidam com o dinheiro vem, geralmente, de casa. De exemplos ou do que se ouve dos pais sobre o poupar e o gastar e, principalmente, da experiência de abundância ou de restrição financeira na infância. 


Somos hoje muito do que experienciamos e aprendemos no passado. Logo, para que o exemplo seja realmente eficiente dois pontos são essenciais:

  1. os pais precisam ter uma vida financeiramente educada;

  2. os filhos têm de acompanhar desde cedo a atividade econômica da família – participar da lista de compras do supermercado, organizar a viagem de férias e quais passeios são possíveis, etc.


São formas de demonstrar para as crianças que consumir necessita planejamento e que existe uma estratégia nas escolhas realizadas no cotidiano.


 
 
 

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